No início dos anos 1950, uma “Cattleya warneri”, repleta de flores estava ancorada numa árvore do seu sítio, em Niterói, onde hoje está a Florália. Foi a sua exuberância e beleza que despertou no fundador da Florália, Rolf Altenburg, seu interesse pelas orquídeas. Depois, trocando idéias com seu então futuro genro Siegwald Odebrecht e com alguns orquidófilos, especialmente com o Dr. Ulysses Pôrto, ganhou de ambos as suas primeiras plantas de orquídeas. A partir daí se apaixonou por todas elas e as fez seu hobby predileto.
Mas o seu interesse não o limitou a ser apenas um colecionador e logo o seu espírito empreendedor o fez em 1956 fundar a Florália orquidários reunidos cujo nome foi inspirado numa famosa exposição belga de flores, denominada Floralis. E assim a Florália logo passou a ser conhecida e reconhecida nacional e internacionalmente por produzir orquídeas híbridas de rara beleza.

 

Naquela época, as orquídeas híbridas eram as mais admiradas em várias parte do mundo por colecionadores e cultivadores em grande escala pelo tamanho e beleza das suas cores. Não foi diferente para o Rolf que se tornou o pioneiro na hibridação de orquídeas no Brasil, nos anos 1950, época em que fundou o orquidário Florália, um dos pioneiros no Brasil. Foi na primeira metade dos anos 1960, utilizando espaços de seu laboratório de indústria farmacêutica Panquímica S.A., em Niterói que aliou, de forma muito criativa, o seu gosto por produzir medicamentos ao de cultivar orquídeas. De início desenvolvia a reprodução in vitro de sementeira, o que não atendia às expectativas de reproduzir seus ótimos híbridos que passaram a receber inúmeras premiações nacionais e internacionais. Por isso, no correr dos anos 1960, aprimorou naquele laboratório a tecnologia científica para reproduzir cópias fiéis, através de células-tronco, suas orquídeas híbridas mais premiadas Entre seus híbridos criados e clonados, os mais famosos foram a Brassocattleya (Bc.) Pastoral “Innocence”, a Cattleya Sonia Altenburg e a Laeliocattleya (Lc) José Dias de Castro, nome da sonata de Beethoven, da filha e de grande amigo orquidófilo. Essas flores continuam conhecidas e cultivadas internacionalmente através de seus clones há mais de 45 anos.

 

A Florália continua há mais de 50 anos produzindo, principalmente, espécies de orquídeas pela técnica de sementeira “in vitro”, sob a direção e coordenação de sua neta Sandra e seu marido Stephen Champlin.